OLHO DE HÓRUS


O Udjat, ou Olho de Hórus, é um dos maiores legados da iconografia egípcia. Estudos de bioantropologia sugerem que o desenho do olho é uma estilização da seção sagital do cérebro humano, associando o símbolo ao tálamo e à glândula pínea, o centro da percepção. Como artefato, o Udjat era a joia mais comum entre a realeza e os escribas egípcios, simbolizando a vigilância, a integridade do corpo e a justiça cósmica (Maat).

A história do Olho de Hórus, ou Udjat, é um dos pilares da iconografia e da cosmologia do Antigo Egito, representando a transição entre o caos da destruição e a perfeição da ordem restaurada.

O Conflito Mitológico

A origem do símbolo remete ao mito de Osíris. Após o assassinato de Osíris por seu irmão Seth (o deus do caos e da desordem), Hórus, o filho de Osíris e Ísis, trava uma série de batalhas colossais contra o tio pelo trono do Egito. Durante um desses combates, Seth arranca o olho esquerdo de Hórus e o estraçalha em seis partes.

A Restauração e o Significado do Udjat

O deus Thoth, patrono da escrita, da magia e da sabedoria, recolhe os fragmentos e os recompõe. Entretanto, ao somar as partes, Thoth percebe que faltava uma fração (1/64). Através de sua intervenção, ele completa a peça, criando o Udjat:  o "Olho Inteiro" ou "Olho Saudável".

Desta forma, o Olho de Hórus deixou de ser apenas um órgão biológico para se tornar um símbolo de:

Integridade: A capacidade de tornar-se inteiro novamente após uma perda.

Justiça: O triunfo de Hórus sobre a usurpação de Seth.

Visão Estendida: A percepção que alcança o que está oculto.

A Geometria e a Matemática do Símbolo

Para a arqueologia e a história da ciência, o Olho de Hórus é fascinante por sua aplicação matemática. Cada traço do desenho correspondia a uma fração unitária utilizada pelos escribas para medir grãos e pigmentos:

O canto interno do olho: 1/2

A pupila: 1/4

A sobrancelha: 1/8

O canto externo: 1/16

A curva abaixo (lágrima): 1/32

O traço vertical (cauda do falcão): 1/64

O Artefato na Antiguidade

Como objeto físico, o Olho de Hórus era o amuleto mais onipresente no Egito. Era produzido em diversos materiais, desde faiança até metais nobres como o ouro e a prata. Sua presença em túmulos e joias reais servia como um lembrete da proteção do Estado e da manutenção da Maat (a ordem cósmica).

Na curadoria de A Coisa, tratamos este símbolo como um fragmento essencial da arquitetura de mitos. Nossa peça em Prata 925 reproduz com fidelidade arqueológica as proporções do Udjat, materializando milênios de história em um artefato tangível.

A reprodução em prata 925 disponível na A Coisa respeita as proporções canônicas do Novo Império, oferecendo um fragmento da história faraônica em metal nobre.

Um item indispensável para qualquer biblioteca de símbolos.

Disponível para pesquisa e aquisição em nossa loja física no Bigorrilho, em Curitiba.